sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Malária e o papel do acaso na invenção

O inglês William Perkin com apenas 18 anos, aluno do curso de química no Royal College de Londres estava pesquisando um processo químico para produção de quinina, medicamento usado contra a malária, quando acidentalmente descobriu em 1856 a anilina púrpura, também conhecida como malvaína, que substituía o corante natural malva.[1] Perkin patenteou sua invenção que se tornou um sucesso comercial no mundo da moda. A malvaína é considerada a primeira síntese de um composto orgânico e que foi acompanhado por muitos processos semelhantes que levaram a diversos pigmentos coloridos. [2] A invenção de Perkin baseara-se numa suposição incorreta: a combinação de duas moléculas de aliltoluidina na presença de um agente oxidante, como o dicromato de potássio, para suprir oxigênio extra levaria a formação da quinina. No entanto, as estruturas da aliltoluidina e da quinina não permitem a transformação de uma molécula em outra[3]. Perkin obteve a malvaína, quimicamente muito diferente da quinina que buscava.[4]





[1] MOKYR, Joel. The lever of riches: technological creativity and economic progress, Oxford University Press, 1990, p.119; MOSLEY, Michael.Uma história da ciência. Rio de Janeiro:Zahar, 2011, p. 13
[2] COUTEUR, op.cit, p.160
[3] COUTEUR, op.cit., p.306
[4]https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Perkin

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