sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Patentes de uso no Brasil


Realizei hoje uma pesquisa com dados publicados da RPI com uma amostra dos pedidos de patente examinados após 2009 (nesta minha amostra os dados de 2009 e 2010 estão incompletos) que tiveram decisão de deferimento ou indeferimento publicada tendo no título a palavra “uso”, quando da publicação do pedido. Muito possivelmente a presença desta palavra implica uma reivindicação de uso, pois tanto o Ato Normativo 127/97 como a Instrução Normativa 17/2013 recomendam que o título reflita as categorias das reivindicações. Foram identificados 1436 pedidos decididos sendo 843 com deferimento (9.1) e 593 com indeferimento (9.2). Se a mesma consulta é realizada com base no título que consta quando da decisão do pedido, foram identificados 1203 pedidos sendo 615 com deferimento (9.1) e 588 com indeferimento (9.2). Observa-se uma redução de cerca de 230 pedidos que tiveram a palavra “uso” retirada do título quando de sua concessão. Como o número de indeferimentos se manteve constante nas duas pesquisas, dos 843 deferidos na primeira pesquisa, cerca de 230 pedidos foram deferidos sem qualquer referência ao uso. Portanto, da amostra de 1415 pedidos decididos com a palavra “uso” originalmente no título do pedido depositado, 615 foram deferidas com referência ao uso mantida na patente concedida, o que equivale a cerca de 43% total. Entre as 615 patentes deferidas as áreas tecnológicas de maior incidência são: polímeros (138), petróleo (95), têxteis (73), alimentos e plantas (69), agroquímicos (64), química inorgânica (60), biotecnologia (39), farmácia (32) e biologia molecular (26) que em conjunto detém cerca de 97% do total de patentes concedidas indentificadas na amostra.

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